Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Disputa amorosa


Scratch & Scratté

A música deles

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Bate-papo poético

Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.

Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?


Fernando Pessoa

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Do desespero à esperança

“Isto é do jovem Mozart, naturalmente...”
“Mas a melodia, como todas as melodias dele, leva ao desespero – ou melhor, à esperança. Que é que eu quero dizer? Que o pior da música é isto! Quero dançar, rir, comer bolos cor-de-rosa, bolos amarelos, beber vinho suave ou forte. Ou, agora mesmo, uma anedota indecente – bem que me agradaria. Quanto mais velha uma pessoa fica, mais gosta de imoralidades. Ra-ra-ra! Eu estou rindo. De quê? Nem você, nem o senhor idoso do outro lado nada disseram, nada disseram... Mas suponha que - suponha – Silêncio!”

Trecho do Conto: O quarteto de cordas, de Virginia Woolf
Livro: Contos Completo de V. Woolf

Uma sociedade

Virginia Woolf

Eis aqui como tudo começou. Sentadas um dia depois do chá, éramos cinco ou seis. Umas olhavam pela rua para as vitrines de uma chapelaria onde a luz ainda brilhava intensamente sobre plumas escarlates e chinelos dourados.
Outras estavam ociosamente ocupadas em construir pequenas torres de açúcar na borla da bandeja de chá. Passado um tempo, pelo que eu lembro, juntamo-nos em volta do fogo e começamos a elogiar os homens, como de hábito – tão fortes, tão nobres, tão brilhantes, tão corajosos, tão belos – como invejávamos as que por bem ou por mal deram um jeito de se ligar para sempre a um deles! – quando Poll, que não tinha dito nada, explodiu em lágrimas. Poll, devo dizer-lhes, sempre foi esquisita. A começar por seu pai, homem estranho. Deixou-lhe uma fortuna em testamento, mas com a condição de que ela lesse todos os livros da Biblioteca de Londres.
(...)

continua...

Livro: Contos Completos de Virginia Woolf

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Racismo em Monteiro Lobato

Existe. É real.
Até meu sobrinho de 10 anos percebeu e o apontou várias vezes quando lemos o Reinações de Narizinho.

Dei uma passeada por vários sites e blogs que tratavam do assunto. É até engraçado como algumas pessoas ficam indignadas, ofendidas, chateadinhas por acusarem Monteiro Lobato de racista. Essas pessoas imaginam que tudo nele era inocente, puro, do bem, só porque ele escrevia para as crianças, tinha uma imaginação incrível e construiu uma obra infanto-juvenil importante.

Domingo, 5 de Julho de 2009

O maior vencedor

Federer ganhou pela vez em Wimbledon.

É o seu 15º título de Grand Slams.

Roddick jogou muito, pôs Federer para dançar em vários momentos, mas tomou do próprio veneno: aces. Federer esteve implacável no saque: foram 50 aces contra 27 de Roddick. E tem mais, Federer teve 104 bolas vencedoras contra 74 de Roddick.
Quer mais? Até o próximo GS.

O quinto set foi longuíssimo, 1h35m. Foi a partida mais longa de Wimbledon, 4h18m.

Jogaço! Foi uma diversão aqui em casa. Go Roger!

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Stevie Wonder Live 1970 - Pretty World (Sá Marina)

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Que bagunça, meu Deus

É o que eu mais tenho dito ultimamente.
É difícil saber por onde começar, é difícil saber o que pensar...
Pensar...
São tantas vozes, umas querendo se sobressair mais do que as outras. Estão a ponto de me enlouquecer com tanta gritaria.
Que tal desparafusar a cabeça, pôr num cantinho e sair pelo mundo feliz a dançar?
Gostei da ideia. É pra já!


Vamos em frente, porque tudo se acerta.

Lembrei-me de uma frase: O que não tem solução, solucionado está.

-*-

Por falar em bagunça...


Via blog Como sempre

Domingo, 28 de Junho de 2009

Morcegos



E não demorou para alguém sugerir um projeto sobre meio ambiente.
Pensei: De novo! Dá pra me incluir fora dessa?
Não deu. E um cartaz, com os seguintes dizeres, começou a me perseguir:

Quer salvar o planeta?
Acabe com a raça humana!

Era melhor eu me pôr em Standby.

Como o tempo não para, agora vou ter de acionar a tecla ON, pois está chegando a data de encerramento do projeto.

Eu já escolhi o tema:

A importância dos morcegos para o ecossistema.

Diz aí: mais original e criativo e surpreendente é impossivel, não?

Os morcegos têm pinta de vilão, são feiosos, agem à noite e há vários mitos sobre eles. Que são ratos voadores, que são muito sujinhos e portadores do vírus da raiva, que atacam as pessoas em busca de sangue, que se enroscam nos cabelos...
É, eles provocam medo. São até tidos como coisa do capeta. Cruz credo!
Tudo isso faz a imaginação voar. A propósito, os morcegos são os únicos mamíferos capazes de voar.

O que as pessoas não sabem é que eles são importantes para o equilibrio do ecossistema.

Estou vendo que você ficou super interessado. Então vou reproduzir aqui uma lista de 10 motivos para conservação dos morcegos:
1. Morcegos são importantes elo na cadeia alimentar.
2. As fezes dos morcegos constituem ótimo adubo.
3. Na saliva do morcego vampiro há uma substância anti-coagulante e poderá ser empregada largamente no tratamento de doenças vasculares.
4. Morcegos poderão atuar como controladores de pragas na agropecuária.
5. Morcegos tem sido analisados na utilização do sonar que poderá ajudar o homem.
6. São grandes controladores de insetos.
7. São responsáveis pela formação de florestas.
8. Há morcegos que se alimentam de pequenos animais, como os ratos, controlando-os.
9. Morcegos ajudam na reprodução de mais de 500 espécies de plantas.
10. Morcegos são utilizados em pesquisas, inclusive de medicamentos, que poderão ajudar o homem.
Fonte: site Biovida

Viu, os morcegos são do bem.

Será possivel realizar um trabalho divertido, inutilmente divertido. Eu garanto!


Via: site Morcego Livre

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Valeu!

Michael Jackson (29/08/1958 – 25/06/2009)

Descanse

More

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Nariz

Ontem eu tive uma crise de sinusite. Acordei, plena madrugada, mal conseguia respirar, porque meu nariz estava completamente entupido. A dor no nariz, ou melhor, na cara inteira era tamanha. Queria arrancá-la como se fosse uma máscara. Levantei, pedi socorro. Fui logo atendida. Por fim, chorei, chorei, chorei feito criança. Foi uma experiência e tanto. Em homenagem, preparei este post.



Os Saltimbancos - Piruetas

Salta sobre
A arquibancada
E tomba de nariz
Que a moçada
Vai pedir bis


Desde que li este texto de Daniel Piza sobre Walt Disney fiquei com vontade de ler Pinóquio. Lembro que na infância eu assistia ao desenho. Era um sofrimento. Achava tudo tão triste, mas eu adorava assistir.


via blog Daniel Piza

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

É Irã pra cá, Irã pra lá...

Mais um pouco de Irã por aqui.

Filhos do Paraíso, filme iraniano de 1997.

Ontem eu e alguns amigos assistimos a este filme. Precisava ver a nossa cara de decepção com o final do filme. Todos nós tão acostumados a finais previsíveis e/ou felizes das produções hollywoodianas ficamos nos perguntando "mas acabou?". Depois ficamos um tempo conversando sobre o filme e imaginando, imaginando, imaginando...
O filme é muito bom.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

3 momentos inesquecíveis que eu ainda viverei

1. Mudança de área de trabalho (porque eu já nem quero mais ouvir falar na palavra educação)
2. Peregrinação a Jerusalém (irei com a minha comunidade do Caminho Neo-Catecumenato, da Igreja Católica)
3. Morar próximo a Av. Paulista (ano que vem)

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Feliz dia dos namorados

Donizetti - L'Elisir d'amore

É a vertigem da beleza!

"... o vestido variava sempre, e variava tão lindo, tão lindo, que a tontura da menina apertou e ela pôs-se a chorar.

O Vestido Maravilhoso

Do livro: Reinações de Narizinho (O casamento de Narizinho)

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

3 boas histórias

Porque cada época tem os seus absurdos, leia:
A incrível história da câmera comunista - Blog do Luiz Zanin

Porque faz tempo que o nome de Federer está escrito nas estrelas, leia:
Premonição - Blog do Paulo Cleto

Porque esta banda tem história, leia:
Discografia Comentada: The Cure - Blog Scream & Yell - Samuel Martins
Se quiser ouvir um pouquinho de Cure, clique aqui

Domingo, 7 de Junho de 2009

Show de Daniel Piza

No post de hoje, Viver em Tempos Mortos, Daniel Piza dá voz a uma mulher, Norma, de 32 anos, que após assistir ao monólogo Viver sem Tempos Mortos, com Fernanda Montenegro, em cartaz no SESC Anchieta, envia-lhe um email com suas dúvidas e curiosidades sobre Simone de Beauvoir. Já que a peça é baseada na correspondência entre Beauvoir e o parceiro Jean-Paul Sartre, Norma se vê impelida a conhecê-la melhor. Porque até ali, para Norma, Beauvoir não passava de mais uma feminista radical do século passado. Mulherada feia e mal-humorada que dizia que os homens eram dispensáveis, a maternidade uma prisão, o amor uma conspiração para nos manipular.
Com Norma, Piza tratou de relacionamentos, sexo, maternidade/paternidade, indicou livros tendo sempre em vista a vida e o pensamento de Beauvoir. Ele conseguiu revelá-la de uma forma simples e encantadora.
Simone me fez ver que é preciso se abrir intelectualmente e sexualmente, mesmo que seja com uma única pessoa. Sim, vejo os muitos defeitos dela, como essas contradições entre sua defesa do feminismo e o papel dominante dos homens em sua vida. Há o fato de que não teve filhos.(...) apesar de tudo isso, Simone foi, sim, uma mulher livre, independente, com opiniões próprias, com autonomia.
Enfim, Piza deu um show. Criou uma bela voz feminina.
Deu vontade de ver a peça, apesar de eu ainda torcer o nariz para Beauvoir e tudo o que ela representa (podem me chamar de ignorante), nem concordar muito com essa ideia de que vivemos temos mortos. Mas que o Piza escreve bem, isso não se discute.

Em itálico, trechos do post Viver em Tempos Mortos, de Daniel Piza.

Federer: O maior?!

Hoje Federer venceu Roland Garros

Foto: via terra

Era o título que faltava na carreira de Federer. Agora ele já pode ser considerado o maior tenista de todos os tempos?
Com a palavra André Agassi:
Federer merece ser chamado de "o maior". Ele é extremamente talentoso e joga com graciosidade em quadra, vê-lo jogar é algo especial...

Em seu blog, Fernando Meligeni declara: Hoje foi um dia marcante para o tênis, muitas pessoas não tem dúvidas que ele é o maior de todos os tempo. Muitos acreditam que não haverá um jogador para bate-lo nos números.

Eu assisti ao jogo. Foi como eu queria: rapidinho, sem sofrimento. Eu não ando com saúde para fortes emoções.

O ponto negativo foi a invasão da quadra por um paspalhão. Achei que ele fosse atacar o Federer. É incrivel que isso ainda aconteça, já não basta a Monica Seles ter sido gravemente ferida no passado?

Fonte: Terra

Sábado, 6 de Junho de 2009

Cai fora

Este corpo não te pertence, gripe. Há duas semanas você chegou, foi entrando sem ser convidada, sem pedir licença. Tirou-me o apetite e o ânimo. Passou a tomar conta de tudo. Não aguento mais o seu peso. Saia e faça o favor de fechar a porta.

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Friozinho pede

Chocolate

Filme "Chocolate"
Johnny Depp e Juliette Binoche (Foto: Divulgação) via g1

Chocolate melhora o humor e alivia o estresse.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

FIM DE...

UM ROMANCE
(...)
Sofrimento maior é terminar um romance e cair num vazio, pois os personagens (com seus conflitos, amores, frustrações e ambições) já não existem mais. Ou só existem para o leitor. Nada mais angustiante do que terminar um romance. O fim do mundo fictício gera uma solidão radical, sem os fantasmas que se materializam e falam na imaginação de quem escreve. Porque depois do ponto final, quando cessa o trabalho da imaginação, a realidade cobra seu dízimo. E a realidade é sempre mais complexa e terrível do que a ficção.
Trecho da crônica Fim de um Romance de Milton Hatoum

ROMANCE
(...)
fim de romance, só existe uma saída
É sepultar o que morreu
fechei uma janela em minha vida
agora quem não quer você sou eu

Trecho da letra da música Fim de Romance de Teresa Cristina & Argemiro

Domingo, 31 de Maio de 2009

Vai que é sua, Federer!

Nadal é eliminado nas oitavas de final em Roland Garros.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Absolutamente maravilhosa

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

A beleza de ser saopaulino(a)

O São Paulo FC. acaba de lançar na Oscar Freire a quarta unidade da grife Sao Store,

Eu continuo achando o marketing do São Paulo tímido. Um clube que é tri-campeão brasileiro, tri-campeão da Libertadores e do Mundial (sem falar na estrutura que ele oferece) era para despertar muito mais interesse, tinha de ter fila de espera de anunciantes...
Seria por que a torcida não demonstra paixão?
Essa coisa de morro por ti não é a nossa praia. Queremos é profissionalismo.
Fomos mal acostumados. O time tem de estar jogando bem, disputando e ganhando títulos a toda hora. Se o time entra em má fase, não queremos nem ver programas esportivos. Eles que se acertem, porque os maiores interessados são eles mesmos: dirigentes, equipe técnica e jogadores.
E outra, não esperem que saíamos (a cada jogo) do conforto dos nossos lares ou de algum outro lugar aconchegante para sofrer nesses estádios pavorosos, em horários absurdos, com jogos feiosos.
Voltando à questão do marketing, o do São Paulo tem de explorar mais o profissionalismo (se é que há), a estrutura (cts e estádio), a própria história. Mostrar que o clube esteve e está à frente e por isso vence tanto dentro de campo.

Enquanto isso, amanhã eu e meu pai estaremos enrolados na bandeira do São Paulo, acomodados no sofá, torcendo feito loucos para o time ganhar do Cruzeiro. Porque do jeito que o time está jogando... haja paixão!
Vai aqui uma piscadela.

Domingo, 24 de Maio de 2009

3 partes do corpo

MÃO
"Guiaste teu povo como um rebanho,
Pela mão de Moisés e de Aarão". (Salmo 77,21)


Coisa (filme A família Adams)

Viola Enluarada (Marcos Vale/Milton Nascimento)
Milton Nascimento e Almir Satter - Viola Enluarada





OLHOS

"Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã". (Dom Casmurro/Machado de Assis)

Elizabeth Taylor

crédito: jonas frias


In your eyes – George Benson)
In your eyes, I can see my dream's reflections.
In your eyes, I found the answers to my questions.
In your eyes,
I can see the reasons why our love's alive...
In your eyes,
we're drifting safely back to shore,
and I think I've finally learned to love you more...


CABELO
"No dia seguinte, quando escureceu, ele se aproximou da torre e, bem embaixo da janelinha, gritou:
— Rapunzel, Rapunzel! Joga abaixo tuas tranças!
As tranças caíram pela janela abaixo, e ele subiu ".

Sansão & Dalila



Cabelo (Arnaldo Anutnes)

Quem disse que cabelo não sente
Quem disse que cabelo não gosta de pente
Cabelo quando cresce é tempo
Cabelo embaraçado é vento
Cabelo vem lá de dentro
Cabelo é como pensamento

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

3 leituras da adolescência

Livros
1. Quando os Adams Saíram de Férias (Mendal W. Johnson)
2. Nem só de Caviar vive o Homem (J. M. Simmel)
3. Yargo (Jacqueline Susann)

Domingo, 17 de Maio de 2009

Ufa! Finalmente


Federer venceu Nadal na final do Masters 1000 de Madri.

3 grupos de 3

Bach, Mozart, Beethoven

Machado de Assis, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos

Pelé, Michael Jordan, Phelps

3 quadros

As três Graças (1505)
Rafael (1483-1520)

Os três músicos (1921)
Picasso (1881-1973)


A Dança(1910)
Henri Matisse(1869–1954)
"Três cores para um grande painel de dançarinos:
azul para o céu, alaranjado para os corpos, verde para a colina". Matisse

Sábado, 16 de Maio de 2009

Chesterton e a fé católica

“A dificuldade em explicar “Por que eu sou Católico” é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro”

“A Igreja não pode mudar com os tempos [...]. Sua missão é salvar toda a luz e toda a liberdade que podem salvar-se, opor-se ao arrastre descendente do mundo e esperar dias melhores [...]. Não necessitamos de uma Igreja que se mova com os tempos. Necessitamos de uma Igreja que mova o mundo. Necessitamos de uma Igreja que o aparte de muitas das coisas para as quais agora se inclina [...]. Para qualquer Igreja será esta a prova histórica de se é ou não a verdadeira Igreja”
GK Chesterton
Leia também

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Encontrando Monteiro Lobato

Reinações de Narizinho/Monteiro Lobato
Editora Brasiliense
Claro que eu assistia ao Sítio do Pica pau-amarelo. É óbvio que nós tínhamos a coleção do Monteiro Lobato em casa. Lembro-me pouco do programa e muito menos se realmente li alguma das histórias na infância/adolescência. Sei que fui encontrar Monteiro Lobato na faculdade, graças a minha amiga blond Paty, pois a monografia dela era sobre Lobato. Conversávamos bastante a respeito das nossas monografias.
Depois voltei a reencontrá-lo diversas vezes por causa da mudança de área de trabalho. E há uns dois meses comprei num sebo o livro Reinações de Narizinho, já que meu irmão mais velho levou a coleção do Lobato quando se casou.
Eu estou lendo o livro para o meu sobrinho. A leitura se dá aos poucos, antes de ele dormir. Eu chego por voltas das 23h do trabalho, e às vezes, ele está com carinha de sono, mas aguarda até eu comer algo e descansar uns minutos.
Vamos para o meu quarto e não sei quem se diverte mais.
Houve momentos de eu nem conseguir ler direito por causa de um ataque de riso. O jeito era parar e rir. Meu sobrinho acabava rindo por tabela. Então passei a me conter para eu não direcionar a leitura dele. A partir daí, surgiram momentos, como o de hoje, em que encantado com a fantástica imaginação de Lobato, ele ri gostosamente sem eu ter dado sinal disso. Eu não perco a oportunidade, solto o riso já que quase tudo ali me fascina. As histórias são uma explosão de cores, de cheiros, de sensações. E da melhor qualidade.
Meu sobrinho assinaria embaixo.
Perguntei-lhe se queria levar o livro para ler nos finais de semana com os pais.
- Não, tia, eu gosto de ler com você.
Eu também adoro ler com ele do meu ladinho. Ele tem dez anos, sabe e lê bem, mas é tão preguiçoso... não tem problema, um dia isso passa...
-*-
-*-
Dona Benta era outra que achava muita graça nas maluquices da boneca. Todas as noites punha-a no colo para lhe contar histórias. Porque não havia no mundo quem gostasse mais de historias do que a boneca. Vivia pedindo que lhe contassem a história de tudo - do tapete, do cuco, do armário. Quando soube que Pedrinho, o outro neto de dona Benta, estava para vir passar uns tempos no sítio, pediu a história de Pedrinho.
- Pedrinho não tem história - respondeu dona Benta rindo-se. É um menino de dez anos que nunca saiu de casa de minha filha Antonica e portanto nada fez ainda e nada conhece do mundo. Como há de ter história?
- Essa é boa! - replicou a boneca. Aquele livro de capa vermelha da sua estante também nunca saiu de casa e no entanto tem mais de dez histórias dentro.
O sítio do picapau-amarelo

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Coisa de louco

Fernando Canzian, colunista da Folha Online, dá uma clara noção do quanto os americanos estão endividados. Muitos dos que já perderam dinheiro na bolsa, casa, emprego, ainda se veem pendurados no rotativo do cartão de crédito. Graças a farra consumista tão peculiar dos americanos.

Só nos créditos rotativos de seus cartões (quando se paga o mínimo necessário dos débitos) os americanos estão hoje pendurados em quase US$ 1 trilhão de dívidas (perto de um PIB do Brasil). E a média anual de juros está subindo, de 12% para 16%. Mas alguns bancos já cobram 18%.

Os bancos de lá que se preparem para outras pancadas.

Canzian ainda traz algumas inutilidades que são (ou eram) vendidas a rodo por lá:

Conjunto de bóias para se reunir na piscina com os amigos: US$ 39,99

Rampa para ajudar o cachorro a subir e descer do carro: US$ 119,00

Sandália com pregos para ajustar ao sapato e "arear" grama: US$ 12,99

Estátua de zumbi em ação para "enfeitar" o jardim de casa: US$ 88,95


O lado positivo desta crise é que todos nós (a começar os amiguinhos do norte) teremos de repensar nosso jeito de viver. Sendo assim, apesar das incertezas e dificuldades, estamos e vamos viver bons tempos.

Fonte: Folha Online

Sábado, 9 de Maio de 2009

Chega de ai

Em meio a uma dor lancinante, a semana passou feito um raio.
Que venha a próxima. Espero seja menos sofrida.

Viva Simonal!

documentário sobre o cantor Wilson Simonal


Eu já dancei muito ao som de Simonal. Eu não me lembro, era apenas uma criancinha, mas está registrado no histórico da família, que meu tio Carlos me tomava nos braços para chacoalharmos os esqueletos ao som dele.
Sei que Simonal foi simpatizante do golpe de 64, acusado de dedo-duro do regime, banido e enterrado vivo por causa disso tudo. Sofreu, e como sofreu!
Seja como for, a sua música fez parte da nossa história, de momentos bons, guardados com carinho por nós. Por isso quero acompanhar os vários projetos de resgate da música e da história do Simonal.
Este ano é tido como o ano do Simonal. Aproveitemos!


Documentário: "Simonal – Ninguém sabe o duro que dei"
Estreia nacional: 15 de maio

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Quanta maldade neste mundo!

Direto da caixa de comentários do blog do Pedro Doria, que escreveu a respeito da "pandemia da gripe...", agora é gripe o quê? bem, não importa:

Estamos prestando mais atenção nessa porque está aqui no continente. A aviária foi no metafórico outro lado do mundo. Esperem até o surgimento de uma “Gripe Argentina” e veremos se a paranóia não se instala. Ok, ok… talvez uma Gripe Argentina se enquadre nos *males que vem para o bem*

Que maldosinho, né, gente.

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Saudades

"A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar"
Rubem Alves

Ontem foi um dia de saudades:
Saudade da casa da minha infância. Do girassol imponente que parecia se voltar lá do alto para mim todas as vezes que eu abria a porta da sala; do pé de manga que a cada temporada dava manguinhas saborosas e não se cansava de segurar nos braços meus irmãos mais novos; da cana arrancada e cortada em cubinhos pelo meu avô.
Saudade do terço que rezávamos no dia de São Pedro. E levantávamos o mastro, acendíamos a fogueira, soltávamos fogos de artifícios (Viva São Pedro! Viva São João! Viva Santo Antônio!), brincávamos com as bombinhas, comíamos pipoca e bolos, pulávamos e corríamos naquele quintalzão.
Saudade das serenatas de fim-de-ano: "Ó Sra. dona-da-casa faz favor de abrir a porta..."
Saudade do vô Vicente, seu bandolim e sua simplicidade. Saudade da vó Nair, sua máquina de costura e muita fé.
Graças a eles, ontem eu tive para onde voltar.

Domingo, 26 de Abril de 2009

Ô moço malcriado

No meio da semana, o Rei Pelé disse que Ronaldo não marcaria gol contra o Santos. Hoje veio a resposta: dois gols de Ronaldo, sendo o último gol de uma total falta de respeito, uma malcriação daquelas.
O rei não deve ter ficado chateado, ele era um tremendo malcriado também.

Mulherzinhas

Primeiro fiquei sabendo de uma mulher casada que não prepara a refeição para o marido, ele se quiser comer em casa que a prepare antes de ir trabalhar. Hoje fiquei sabendo de outra mulher casada que não passa as roupas. O marido veste camisas e calças sociais para trabalhar, mas tem de ir pegá-las no monte de roupas ainda por passar. As duas mulheres não trabalham fora, logo é difícil entender a atitude delas. Sei quanto o serviço doméstico por si só é estafante, especialmente quando se tem filhos, mas querendo ou não ele é de responsabilidade da mulher. Claro que o marido e os filhos devem colaborar, mas não há como a mulher, a casada especialmente, fugir do papel de dona-de-casa. Refeições prontas e roupas limpas e passadas é o que se espera encontrar.
Alguém pode perguntar: o que custa a estes homens preparar a refeição e/ou passar a sua própria roupa? Veja bem, um deles sai às 5h e retorna por volta das 21h e todos os dias atravessa a cidade para ir e voltar do trabalho. Com o outro não deve ser muito diferente.
Para mim, elas estão erradas. Por que casaram, já que cozinhar e manter as roupas limpas e passadas fazem com que elas se sintam empregadas do marido?
Elas sabiam muito bem que estavam casando com homens pobres, que não teriam uma vida de princesa, então não reclamem. E sejam mulheres de verdade.

Bate-papo poético

Não te doas do meu silêncio.
Estou cansado de todas as palavras:
Não sabes que te amo?
Pousa a mão na minha testa
Captarás numa palpitação inefável
O sentido da única palavra essencial
- Amor

Manuel Bandeira

Sábado, 25 de Abril de 2009

Blog da Clarice Lispector

Eu já disse por aqui que gosto da Clarice infanto-juvenil. Se você quiser ler A Mulher que matou os peixes e Quase de Verdade, dois livros infantis escritos por ela, é só ir ao blog da Clarice . Dê uma checada.

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Feitos para nós

Minha amiga Marta perdeu violentamente um dos irmãos há pouco mais de um mês. Sei o quanto ela está sofrendo pela morte do Marquinhos. Hoje vindo da Igreja para casa, fiquei pensando em presenteá-la com algo que demonstrasse todo o meu carinho e que ela pudesse tê-lo para sempre. Além de música, ela gosta de ler, por isso decidi montar uma coletânea de contos. É bem provável que ela não o leia tão cedo, porque está bastante abalada, mas tenho certeza de que a cada dia ela sentirá o conforto, o consolo e a força para voltar a sorrir e se deliciar com aquilo de que gosta, e o livro seria um momento de encantamento para ela.

Pensei num título: Feitos para nós (meio brega, né?!)
Terá um breve comentário com os motivos da escolha, quando e como nos encontramos (eu e cada conto).
Serão de 10 a 15 contos, de início imaginei contos curtos, mas teria de deixar de fora o meus prediletos de E. A. Poe, de Machado de Assis, de Scott e Zelda Fitzgerald e de Oscar Wilde. Prefiro diminuir a quantidade a deixá-los de fora.
Abaixo a lista provisória de contos(não há nada de original nela, mas é classuda):
1. E.A. Poe - O Retrato Oval (O meu conto predileto é A Queda da Casa de Usher, mas para esta coletânea incluirei O retrato, de que gosto muito também.
2. Machado de Assis - Uns braços (Aqui não tenho o que pensar e quero que ele abra a coletânea)
3. Oscar Wilde - O Fantasma de Canterville (para a Marta rir escandalosamente)
4. Maupassant - O Luar (há outros maravilhosos de Maupassant, mas este é especial para mim)

5.Lygia F. Teles - O Menino (é triste, é belo)
6. Tchecov - Angústia (tenho este conto grudado em minhas retinas, especialmente o início, e ele me traz lembranças da época da faculdade)
7. Scott e Zelda Fitzgerald - A Nova Estrela do Cinema (porque é engraçado e lírico)
8. Tolstói - A Terra de que precisa o Homem (a tensão é tanta que dá para suar)
9. Mario de Andrade - A escolher (é bem provável que será aquele do besouro)
10. Hemingway - A escolher (talvez fique com o Lutador, ou Mudança de ares ou...)
11. Clarice Lispector - do livro A Mulher que Matou os Peixes (talvez alguém por aí diga que não é um livro de conto, pouco importa! ficarei com a história do cachorro Bruno Barberini de Monteverdi, aliás eu preciso dizer que só gosto da Clarice infanto-juvenil)
12. Guimarães Rosa - A Terceira Margem do Rio (é Rosa! é magistral! e me traz lembranças da época da faculdade)
13. Graciliano Ramos - A escolher (pra completar a trindade - Assis, Rosa e Ramos)
14. Cortázar - A escolher (acho que ficarei com o manjadíssimo A Casa Tomada)
15. Este fica entre mim e ela.

Sim, ficou colossal, terei de diminuir a quantidade de contos. Isso vai doer!
Vou ter de encontrar um lugar que monte este livro, faça uma capa bonita (capa dura), ilustre, quero um papel de primeira, enfim tudo do bom e do melhor.

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Feminismo

Às vezes eu assisto ao programa Café Filosófico, da TV Cultura. A palestra de ontem era sobre o que o Maio de 68 representou para as mulheres e os legados do feminismo, com a socióloga Maria Lygia Quartim de Moraes (desculpe-me a ignorância, mas nunca a vi mais gorda).
O programa já tinha começado, e logo percebi que não iria me agradar porque eu não tenho a mínima paciência para blábláblá feminista. Eu cheguei a engasgar, quando ela disse que o mundo precisa de mais feminismo, pois só ele pode libertar as mulheres do Oriente Médio e de outras sociedades atrasadinhas. Isso não quer dizer que eu aplauda aquelas sociedades e não reconheça o sofrimento a que as mulheres são submetidas, porém já faz tempo que o feminismo deixou de ser a salvação de qualquer lavoura.

Domingo, 19 de Abril de 2009

Scott Fitzgerald

Do livro Os belos e Malditos:

"- Caramba, eu me sinto um terror! – murmurou, impassível, Anthony. Ao relaxar, voltou a despencar nos travesseiros.
– Traga-me a indesejada das gentes!
- Anthony, como é que conseguimos chegar em casa ontem à noite?
- Táxi.
- Ah! – e depois de uma pausa: - Você me botou na cama?
- Não sei. Parece que você me botou na cama. Que dia é hoje?
- Terça.
- Terça? Espero que sim. Se for quarta, é o dia em que preciso começar a trabalhar naquele lugar imbecil. Devo chegar às nove, ou a uma hora escandalosa dessas.
"

Aqui outro trecho do mesmo livro.
Anthony, Maury e Dick são amigos, formaram-se na Universidade de Harvard. Estão num restaurante e aguardam a sopa que tinham pedido, conversando calorosamente.

"DICK: Vocês vão ao teatro?
MAURY: Pretendemos passar a noite pensando profundamente nos problemas da vida. Que se resumem em algo chamado: “A Mulher” . Acho que seremos recompensado por ela.
ANTHONY: Deus do céu! É disso que se trata? Será que vamos ao Follies de novo?
MAURY: Estou cansado daquilo. Já vi três vezes. (Para DICK) Na primeira vez saímos no primeiro ato e encontramos um bar incrível. Quando voltamos entramos no teatro errado.
ANTHONY: Tivemos uma longa briga com um jovem casal amedrontado que a gente achou que estava ocupando nossas cadeiras.

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Terça-feira, 24 de Março de 2009

Prendam-no, se forem capazes

O tenista Rafael Nadal está insuportável. No último torneio ele nem jogou tudo o que sabe e mesmo assim humilhou.
Eu vou continuar torcendo para o Federer voltar a apresentar aquele tênis que o consagrou, acho que é único que tem tênis (ainda) para enfrentar o Nadal.

Terça-feira, 3 de Março de 2009

Está rindo do quê?

Gostaria de saber e entender por que algumas pessoas sentem tanta necessidade de rir ao assistir a uma peça de teatro. Pode ser o drama mais rasgado e denso, com vários momentos de forte carga emocional. Não importa o que realmente esteja acontencendo no palco, elas querem é rir.
Trato disso, porque no sábado assisti a "minha" primeira peça do ano, O Zoológico de Vidro, no Sesc Consolação. Um drama familiar, com interpretações bem carregadas, um tanto exageradas em alguns momentos. Minha amiga Salete disse que essas são características bem próprias do diretor da peça,Ulisses Cruz. Talvez outros diretores sigam a mesma linha, pois já assisti a outras com o mesmo problema.
Fico aqui a pensar se isso não seria um dos motivos para o riso da plateia. O exagero na encenação poderia levar as pessoas ao riso despropositado. Mesmo assim, nada justifica a gargalhada em momentos dramáticos de uma peça. A sensação que me fica é a de que algumas pessoas não aceitam nem sofrer durante o tempo de uma peça. Querem uma arte que provoque apenas o riso e se não o faz elas dão um jeito de ver graça e rir escancaradamente.

Domingo, 28 de Setembro de 2008

deus grego



Nada é mais belo para os nossos olhos do que um rosto formoso.
Jean de La Bruyère

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Museu do Futebol.

Dia 29 deste mês, às 19h, será inaugurado, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, o Museu do Futebol.
Quem conhece o Museu da Língua Portuguesa, também em São Paulo, pode ter uma idéia do que será o do Futebol.
(...)
Mas o Museu do Futebol será alguma coisa de absolutamente deslumbrante, ao mexer com a emoção, com a coisa lúdica do esporte e ensinar história da melhor maneira possível, ao misturar o Brasil com sua maior paixão.

Filmes, fotos, objetos, narrações, vídeos, altares, anjos, bolas, interação, tem de tudo muito lá.
(...)
Quem tiver que pagar, pagará, no máximo, R$ 6.


Fonte: Blog do Juca Kfouri

Há pouco dias acompanhei uma entrevista com um dos organizadores do Museu, no programa do Juca Kfouri, na CBN. E percebi que, por meio deste projeto, o futebol está sendo e será tratado com seriedade. Quem sabe esta iniciativa não contagie os dirigentes, os jogadores...

Para quem gosta de futebol

O jornalista Daniel Piza montou uma enquete gostosa: "qual o gol que marcou a sua vida?". Ele listou os seguintes:

1) O terceiro gol de Paolo Rossi contra o Brasil na Copa de 1982. É um trauma que partilho com minha geração.
2) O gol de Basílio contra a Ponte no Paulista de 1977. Foi o dia em que me tornei definitivamente corintiano.
3) O gol de Sócrates na final do Paulistão de 1983. O lance conta com passe magistral de Zenon e simboliza a “democracia corintiana”.
4) O gol de Ronaldo contra Turquia na Copa de 2002. Mais que a dupla de gols da final, foi aquele que queimou a língua da multidão de detratores.
5) O gol de Maradona contra a Inglaterra na Copa de 1986. Para gente que diz que o futebol “bonito” morreu em 1982.

Agora, segue a minha lista:

1)O segundo gol de Raí na final do Mundial Interclubes de 1992. São Paulo FC campeão mundial!
2) O gol de Muller na final do Mundial Interclubes de 1993. São Paulo FC bi-campeão mundial!
3) O gol de Mineiro na final do Mundial Interclubes de 2005. São Paulo FC tri-campeão mundial!

Morra de inveja!
Há pouco revi os gols das finais no youtube. Emocionei-me. Que saudades!
Após esse surto, voltemos:

4) O terceiro gol de Paolo Rossi contra o Brasil na Copa de 1982. Trauma!
5) O gol de Branco na Copa do Mundo de 1994. Brasil (3) x Holanda (2)
6) O dois de Ronaldinho Gaúcho contra o Real Madrid, em pleno Santiago Bernabéu.

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

A ironia em um conto de Tchekhov

Perante a impotência do outro: É fácil ser forte neste mundo!

Conto:
Pamonha
Anton Tchekhov

(...)
Dei-lhe os onze rublos... ela os tomou e enfiou-os no bolso, com dedos trêmulos.
- Merci - murmurou.
Levantei-me de um salto e pus-me a andar pelo quarto. O furor apossou-se de mim.
- Mas, por que este merci? - perguntei.
- Pelo dinheiro...
- Mas eu a assaltei, diabos, eu lhe roubei dinheiro! Por que merci?
- Noutras casas, cheguei a não receber nada...
- Não recebeu nada! Compreende-se! Eu caçoei da senhora, dei-lhe uma lição cruel... Vou lhe pagar todos os seus oitenta rublos! Estão preparados para a senhora, neste envelope! Mas, como é que se pode ser moleirona assim? Porque não protesta? Por que fica quieta? Pensa que, neste mundo, pode-se não ser audacioso? Pensa que se pode ser tão pamonha?
Ela esboçou um sorriso azedo e eu li em seu rosto:
(...)

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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Piada séria

Em uma sala de observação em um sanatório, vários loucos passavam por um teste para verificar se já estavam preparados para viver numa sociedade. De repente, um dos loucos desenha uma porta na parede e começa a agitar uma fuga:
- Pessoal, olha! Uma porta, vamos fugir! Os loucos iam todos em direção à falsa porta e davam com a cara na parede. Nenhum deles escapou. O médico responsável, surpreso, virou-se para o louco que desenhou a porta e disse:
- Parabéns, você mostrou que é capaz de enganar as pessoas, e com isso percebo que você já está recuperado. O louco retruca:
- É verdade, doutor, eu enganei eles; a chave está comigo...
(Donald Buchweitz)

Que fique registrado

Por mim todos os dias seriam como o de hoje, a começar pela temperatura: amena; sol suave, brisa gostosa. A tarde esteve linda, não queria que acabasse...
Mas tudo bem, as horas passaram tranquilamente, nada afetou o meu humor. Foi até possível me divertir no trabalho! E olha que é de risco.

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Halim

Halim tragou, expeliu fumaça pelas narinas, tossiu ruidosamente. De novo, silenciou, e dessa vez eu não soube se era esquecimento ou pausa para meditar. Ele era assim: não tinha pressa para nada, nem para falar. Devia amar sem ânsia, aos bocadinhos, como quem sabe saborear uma delícia.

Halim: um ingênuo fingido, cultor do amor e seus transes; um boa-vida no mar de miudezas da província. E um despreocupado: qualquer açúcar, grosso ou fino, adoçava seu café. Mas nas coisas do amor, com Zana, sempre queria, sempre pedia mais.

Cego de amor, até as últimas. Pobre Halim! Pobre? Nem tanto. Um guloso de amor carnal: fez da vidinha na província uma festa de prazeres.

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Livro: Dois Irmãos
Autor: Milton Hatoum

Terminei de ler o livro na sexta feita. Aliás, eu o devorei. Desejei fazer sopinha dele e tomar no jantar...
Por dois dias, a prosa de Hatoum foi a minha música. E que barulhinho bom fez esse Hatoum!

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

O melhor comercial de todos os tempos

Hoje vimos no celular do meu irmão Douglas um videozinho de um bebê dançante, que nos fez relembrar este outro bebê.

Fight for Kisses

Domingo, 7 de Setembro de 2008

Que tal um hambúrguer sem pão?

Primeira opção

Green BurguerAlface, tomate, queijo prato e 130 gramas de hambúrguer de carne bovina envoltos em duas folhas de acelga

Segunda Opção

Do Porto

130 gramas de hambúrguer de bacalhau com uma cobertura de queijo prato, servido com buquê de folhas, batata sauté e maionese de limão.

Onde comer o Green: Chip’s Burguer, Zona Norte. O Do Porto: Matriz Hamburgueria, Zona Sul

Fonte: G1

Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Mais um blog

Cantoria Geral é o meu mais novo blog. Estou numa fase tão musical que eu precisava de um espaço só para música, será um blog para ouvir.

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Ella

Nos meus melhores sonhos eu canto igual a Ella


Ella canta Cole Porter

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

deus grego



Diz-se frequentemente que a beleza é apenas superficial.
É bem possível, mas ela é, seguramente,
menos superficial do que o pensamento.

Oscar Wilde

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Hoje é o dia de Santo Agostinho

Ele era um homem apaixonado, nunca deixou de ser, e assim alcançou a santidade. Para chegar à santidade é preciso muita paixão.
Agostinho, meu santo, rogai por nós!

Não há o que eu leia de Agostinho que me fique indiferente.

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. E aí te procurava e lançava-me nada belo ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu não contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não estivessem em ti. Chamaste, clamaste e rompeste minha surdez, brilhaste, resplandeceste e afugentaste minha cegueira. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz.
Dos Livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja.

Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Sa marina

Sa Marina é a minha música de ninar.

Meu tio envolvia-me nos seus braços, dançava e cantava esta música para mim.
- Carlos, não faça a menina dormir.(nem sempre era a hora)
Bobagem.

Wilson Simonal - Sa Marina

Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Bate-papo poético

Van Gogh - Doze girassóis numa jarra (1888)

Dá-me lírios, lírios
E rosas também.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também,
Crisântemos, dálias,
Violetas, e os girassóis
Acima de todas as flores...

Álvaro de Campos - Acordar

Sonho de consumo

Bonsai

Na semana passada, antes de ir trabalhar, assisti a uma reportagem a respeito da Festa da Flores de Arujá. Era um desfile de flores uma mais linda do que a outra. Mas o que quase me fez rolar pelo tapete da sala, foi o jardim de inverno lá montado, com Bonsais, fonte, pedras, folhagens, bromélias... Magnífico! Fui trabalhar feliz da vida.
Eu preciso de um jardim de inverno na minha casa.

Sábado, 23 de Agosto de 2008

50 anos da Bossa Nova

Merece toda a comemoração que está tendo

Tom Jobim & Toquinho - Wave


João Gilberto & Tom Jobim - Desafinado

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Se tens fé, por que murmuras?

Eis aqui o Sermão de Santo Agostinho que muito me acusa, no entanto é o que mais me leva a refletir com quais olhos eu interpreto os acontecimentos, a história.
Este sermão põe travas libertadoras em mim e também me enche de alegria e esperança, pois passo a ver com clareza o caminho a seguir: o da perseverança na fé.

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Séc. V)

Qualquer angústia ou tribulação que sofremos é para nós aviso e também correção. As Sagradas Escrituras não nos prometem paz, segurança e repouso; o Evangelho não esconde as adversidades, os apertos, os escândalos; mas quem perseverar até o fim, esse será salvo (Mt. 10,22). Que de bom teve jamais esta vida desde o primeiro homem, desde que mereceu a morte e recebeu a maldição, maldição de que Cristo Senhor nos libertou?
Não há então, irmãos, por que murmurar, como alguns deles murmuraram, como disse o Apóstolo, e pereceram pelas serpentes (1Cor. 10,10). Que tormento novo sofre hoje o gênero humano que os antepassados já não tenham sofrido? ou quando saberemos nós que sofremos o mesmo que eles já sofreram? No entanto, encontramos homens a murmurar contra seu tempo como se o tempo de nossos pais tivesse sido bom. Se pudessem retroceder até os tempos de seus avós, será que não murmurariam? Julgas bons os tempos passados porque já não são os teus, por isso são bons.
Se já foste liberto da maldição, se já crês no Filho de Deus, se já estás impregnado ou instruído das Sagradas Escrituras, admiro-me de que consideres bons os tempos de Adão. Esqueces que teus pais traziam consigo o mesmo Adão? Aquele Adão a quem foi dito: No suor de teu rosto comerás teu pão e lavrarás a terra donde foste tirado; germinarão para ti espinhos e abrolhos (cf. Gn. 3,19-18). Mereceu isto, aceitou-o, como vindo do justo juízo de Deus. Por que então pensas que os tempos antigos foram melhores que os teus? Desde Adão até o Adão de hoje, trabalho e suor, espinhos e cardos. Caiu sobre nós o dilúvio? Vieram os difíceis tempos de fome e de guerra, que foram escritos para não murmurarmos agora contra Deus?
Que tempos aqueles! Só de ouvir, só de ler, não nos horrorizamos todos? Mais razões temos para nos felicitar que para murmurar contra o nosso tempo.

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Gnarls Barkley – Who´s Gonna Save My Soul

Da música eu gosto muito, já do vídeo... não me decidi ainda.

 Gnarls Barkley - who´s gonna save my soul?

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Amanhã estarei lá

Livro do Dia” livros com 30% de desconto no valor da capa
Não morro de amores por esse negócio de Bienal/Feira do Livro, irei a trabalho.

Domingo, 17 de Agosto de 2008

Por que hoje eu não quero palavras


Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

O sacrifício de Isaac

Rembrandt
The Angel Prevents the Sacrifice of Isaac
1635

Caravaggio
The Sacrifice of Isaac
1601-02

Abraão tomou a lenha do holocausto e a colocou sobre seu filho Isaac, tendo ele mesmo tomado nas mãos o fogo e o cutelo, e foram-se os dois juntos. Isaac dirigiu-se a seu pai Abrãao e disse: "Meu pai!" Ele respondeu: "Sim, meu filho!" - " Eis o fogo e a lenha", retornou ele, "mas onde está o cordeiro para o holocausto?" Abraão respondeu: É Deus quem proverá o cordeiro para o holocausto, meu filho", e foram os dois juntos.
Gn. 22, 6-8

Comer, comer

Eu e meus irmãos crescemos ouvindo o nosso pai dizer "é mais fácil sustentar todos os camelos da África a pão-de-ló do que vocês a arroz e feijão". Eu não comia tanto arroz e feijão assim, já meus irmãos... não brincavam em serviço. Eles formavam uma montanha de comida, quase nem dava para vê-los do outro lado. Mas não bastava...
Após muito arroz, feijão, carne, verduras e legumes vinha a sobremesa: no mínimo duas laranjas. Naquela época, meu pai comprava a caixa, o equivalente a 14 dúzias de laranjas. E às vezes não era o suficiente para a semana. Éramos viciados em laranja. Aliás, sempre teve muita fruta na minha casa, tínhamos até um pé de manga no quintal. Ô manga boa!
Comer era o nosso esporte predileto. Tanto que na nossa juventude, enquanto muitos jovenzinhos saudáveis saíam para dançar nós saíamos para comer: íamos muito ao Giovanni Bruno.
Lembrei-me agora do espanto da minha cunhada Priscila quando viu pela primeira vez o tamanho da panela de arroz que usávamos...
Pois é, o tempo passou, hoje não comemos tanto como antes, mas em compensação é um escândalo o tanto que os meus sobrinhos, filhos da Priscila, comem! São uns boquinhas nervosas.
Agora eles é que ouvem, inclusive da própria mãe, "é mais fácil..."
Em tempo: Meu irmão diz que esse é um dos nossos atestados de pobreza.

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Do Olimpo

Antes mesmo de as Olimpíadas começarem eu já estava meio farta dela, pretendia ignorá-la, mas como ficar indiferente ao que está acontecendo na natação? Recordes estão sendo quebrados um atrás do outro. Só na final do revezamento 4X100 metros as cinco equipes mais rápidas fizeram tempo abaixo do recorde mundial! No entanto, a equipe que merece maior destaque é a americana. Nesta mesma prova eles protagonizaram um show emocionante. Mais precisamente o nadador Jason Lezak, 32 anos!, que nadou loucamente para chegar em primeiro e entrar para a história. Mas falar em natação, é falar no americano Phelps. Hoje assisti a final dos 200m. livre... e o Phelps. Ah, o Phelps! Deu até tempo para ele ver todos os adversários chegarem. Ele não é um homem é uma máquina de nadar.

Domingo, 10 de Agosto de 2008

Fiquei sem palavras

É preciso dar destaque a este comentário que virou post

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Olimpíadas 2008

Acordem-me quando tiver acabado.

Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Enigma

- Não galhofem, queridas, é possível que ele ainda seja mais astuto do que as três juntas. Vocês verão. Só que o senhor, príncipe, não disse nada sobre Aglaia. Aglaia está esperando e eu também.
- Neste momento não posso dizer nada; direi depois.
- Por quê? Parece que ela é digna de nota, não?
- Oh, sim, digna de nota; a senhorita é extraordinariamente bela, Aglaia Ivánovna. A senhorita é tão bela que dá até medo de olhá-la.
- E só? E as qualidade? - insistia a generala Lisavieta Prokófievna.
- É difícil julgar a beleza; eu ainda não estou preparado. A beleza é um enigma.

Personagem: Aglaia Ivánovna
Do livro: O idiota
Autor: Dostoiévski
pg.: 102

deus grego



A beleza não é só uma coisa terrível, é também misteriosa. Aí lutam Deus e o diabo, mas o campo de batalha é o coração dos homens.

Dostoiévski, em Os Irmãos Karamázov

Domingo, 3 de Agosto de 2008

Bate-papo poético

 Adélia Prado - O sempre amor


Amor é a coisa mais alegre
amor é a coisa mais triste
amor é coisa que mais quero.
Por causa dele falo palavras como lanças.
Amor é a coisa mais alegre
amor é a coisa mais triste
amor é coisa que mais quero.
Por causa dele podem entalhar-me,
sou de pedra sabão.
Alegre ou triste,
amor é coisa que mais quero.

Sábado, 2 de Agosto de 2008

Som na caixa

Modern Girls and Old Fashioned Men
Regina Spektor & Strokes



One, Two, Three, Four
Feist


Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Um sonho

Esta noite tive um sonho esquisito.
Ao espremer o meu rosto, não eram cravos que saíam e, sim, arvorezinhas. É, árvores saíam do meu rosto! E com raiz e tudo! Elas eram verdes claras, delicadas e bonitas, posso garantir. Talvez eu até as desenhe...
Num determinado momento, eu comecei a olhar dentro dos buracos. Nalguns deles havia ainda outra arvorezinha. Lá fui eu espremer. Mais árvores brotaram do meu rosto. Imagine a cena...
Quando eu olhei para o chão, havia (além das arvorezinhas) aranhas pequenas e bem coloridas, mesclavam o vermelho, o laranja e o amarelo.
Agora vem a parte pior.
Vi que outras poucas aranhas também passeavam e saltavam da minha boca. Ai, que horror!
Logo depois, ao contar o sonho para minha mãe, isso dentro do próprio sonho, as arvorezinhas tinham se transformado em galhos e folhagens enormes.
Pode?
Em todo o sonho o que vi de mim foi apenas a minha boca. E foi bem rápido. Eu também não vi a minha mãe, apenas sabia que era para ela que eu contava o sonho.

Estranho, muito estranho. Haverá algum significado para este sonho?

Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

O amor como ele é

Neste conto, o amor pulsa em meio as agruras diárias.

(Um dos meus contos prediletos para o casal apaixonado: Flavio e Priscila)

A Aventura de um Esposo e uma Esposa
Ítalo Calvino

(...)Clique no título do conto.
Ela um pouco se atarefava, um pouco se sentava na cadeirinha de palha e dizia a ele o que tinha de fazer. Já ele, era a hora em que estava descansado, agitava-se aliás, queria fazer tudo, mas sempre um pouco distraído, com a cabeça já em outra coisa. Naqueles momentos ali, chegavam por vezes a ponto de se magoarem, de se dizerem palavras pesadas, porque ela queria que ele estivesse mais atento ao que estava fazendo, que se empenhasse mais, ou então que fosse mais ligado a ela, ficasse mais perto, que a consolasse mais. Enquanto ele, passado o primeiro entusiasmo da volta dela, já estava com a cabeça fora de casa, fixado no pensamento de fazer tudo com pressa porque tinha de ir.
Arrumada a mesa, postas todas as coisas prontas ao alcance da mão para não precisarem mais se levantar, então era o momento da angústia que tomava conta dos dois por terem tão pouco tempo para estarem juntos, e quase não conseguiam levar a colher à boca, da vontade que sentiam de ficar ali segurando a mão um do outro.
(...)

(Do livro: Os Amores Difíceis)

Sábado, 26 de Julho de 2008

Meus bichinhos de estimação





Eles ficam no Zoo de São Paulo, sempre que possível eu vou visitá-los.

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Furo

Acabo de descobrir que a cobertura da prisão de Daniel Dantas & Cia.bela não foi um espetáculo armado, foi um furaço de reportagem da Globo.
O que muda? Agora é para aplaudir?

Como disse ao meu irmão no domingo de manhã sobre a Op. Satiagraha: É surreal.

Viremos a página!

Domingo, 13 de Julho de 2008

E ainda mais esta

O Senado aprovou na quarta-feira o projeto de lei PL 89/2003.
Que raio é isso?
O Projeto de Lei para Crimes na Internet.

Com a palavra o jornalista Pedro Doria:

O projeto aprovado continua a sustentar a idéia do provedor de acesso vigilante. Se qualquer um fizer denúncia ao provedor de que algum usuário comete crime, o provedor é obrigado a comunicar sigilosamente à Justiça imediatamente. Sigilosamente. É obrigado a acompanhar cada passo de seu usuário em segredo. Como uma escuta que não necessita prévia autorização judicial. Coisa de Estado policial.
Ele transforma em crime o acesso a qualquer apetrecho ou mídia digital que tenha sido protegido. Celular bloqueado pela operadora? Não pode desbloquear sem expressa permissão. CD mesmo comprado que não permite cópia para o computador ou iPod? Mesmo que o indivíduo tenha comprado o disco, será crime.

Apagão da internet

"Esta pane deve ir para o Guinness. Nunca, em nenhum país, houve desastre dessas proporções. A internet é totalmente à prova de panes. Salvo em casos de incompetência primária..."

Virgílio Freire, em carta para a coluna do Celso Ming


Telefônica informa:
Cliente não existe.

Sábado, 12 de Julho de 2008

A bomba sempre estoura na mão do professor

Operação Satiagraha

Dessas, apenas uma segue presa: o professor universitário Hugo Chicaroni.

deus grego


Escolho os meus amigos pela beleza, os meus conhecidos pela respeitabilidade e meus inimigos pela inteligência.
Oscar Wilde

Por que eu estou muito feliz

 John Pizzarelli - When I'm Sixty Four

Brevíssimas

* Os clubes europeus estão certos em espernear quanto à liberação de jogadores para as seleções olímpicas. O que é a Olimpíadas para o futebol? Nada. Um não precisa do outro.

* A continuar assim, o São Paulo F.C. nem se classifica para a Libertadores. Com um elenco tão limitado, o técnico Muricy terá de fazer milagre para chegar entre os quatro primeiros.

* O estádio do Morumbi deve ser demolido e dar lugar a uma arena. Sei que o Morumbi que conhecemos é um dos orgulhos do clube, que há o afeto e a história arraigados em cada sãopaulino, mas se o clube quiser participar da Copa de 2014, terá de construir um novo estádio, do jeitinho que a FIFA quer. As reformas que pretendem fazer não atendem às exigências da FIFA.

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Sati... o quê, meu filho?

O nome escolhido pela Polícia Federal para a operação que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta se inspirou na história política da Índia. Satiagraha é o termo usado pelo pacifista indiano Mahatma Gandhi durante sua campanha pela independência da Índia.
Em sânscrito, 'Satya' significa 'verdade'. Já 'agraha' quer dizer 'firmeza'. Assim, Satyagraha é a 'firmeza na verdade', ou 'firmeza da verdade'. Gandhi foi um dos idealizadores e fundadores do moderno Estado indiano e um influente defensor do Satiagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.
Satiagraha também é freqüentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade". Historicamente, a atuação de Gandhi e seus conceitos também inspiraram gerações de ativistas democráticos e anti-racistas, como Martin Luther King e Nelson Mandela.

Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo

Ah, então é isso? Que coisa linda, não? Chego a ficar arrepiada. Como a nossa PF é uma instituição tão, tão... faltam-me as palavras.

Ontem, ao me informar sobre a Operação Satiagraha, fui assaltada pela imagem de Paulo Cesar Farias, o tesoureiro da campanha do ex-presidente Collor, que na época disse coisas que ainda soam alto.
Na CPI, PC Farias foi questionado sobre a origem daquele dinheiro que era o "caixa-dois" da campanha do presidente. Diante de políticos de vários partidos, afirmou : "Somos todos hipócritas". Há uma outra resposta inesquecível de PC Farias frente às acusações: "Vocês só podem estar brincando".
Nada disso isenta esse senhor e os envolvidos naquele caso.

Em tempo: Não achei certa a forma como Dantas e cia. bela foram presos. A imprensa não deveria ter sido avisada. Parece-me que querem espetáculo, a começar pelos nomes das operações, mas eu me contentaria com a verdade pura e simples.

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Bate-papo poético

XLI

No entardecer dos dias de Verão, às vezes,
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa...
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...
Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!

Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão...
Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
E nem repararmos para que há sentidos...

Mas graças a Deus que há imperfeição no Mundo
Porque a imperfeição é uma coisa,
E haver gente que erra é original,
E haver gente doente torna o Mundo engraçado.
Se não houvesse imperfeição, havia uma coisa a menos,
E deve haver muita coisa
Para termos muito que ver e ouvir...

Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)
Em O Guardador de Rebanhos

deus grego



Os meus gostos são simples: prefiro o melhor de tudo.
Oscar Wilde

A brisa suave

O profeta Elias estava apavorado, pois queriam matá-lo. Cai num profundo desânimo, tudo o que quer é dormir. E dorme a sombra de um junípero, mas não é abandonado a própria sorte. É alimentado enquanto dorme; sustentado, foi até o Horeb e lá se encontrou com Deus.
Esta é uma das passagens bíblicas de que mais gosto:

E Deus disse: "Sai e fica na montanha diante de Iahweh." E eis que Iahweh passou. Um grande e impetuoso furação fendia as montanhas e quebrava os rochedos diante de Iahweh, mas Iahweh não estava no furacão; e depois do furacão houve um terremoto, mas Iahweh não estava no terremoto; e depois do terremoto um fogo, mas Iahweh não estava no fogo; e depois do fogo o murmúrio de uma brisa suave. Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto com manto e saiu e pôs-se a entrada da gruta. (1 Rs. 19, 11-13)

A expressão “BRISA LEVE” traduzida da palavra hebraica, significa literalmente VOZ DE CALMARIA SUAVE. A palavra usada para indicar a calmaria, vem de uma raiz, que significa parar, ficar imóvel, emudecer. A BRISA LEVE indica algo, um fato que, de repente, faz emudecer, faz a pessoa ficar calada, cria nela um vazio e, assim, a dispõe para escutar; provoca nela uma expectativa.
A “BRISA LEVE” não deve ser entendida no sentido romântico de uma brisa suave no fim da tarde, mas sim no sentido de algo que, de repente, fez desintegrar tudo que Elias pensava e vivia até àquele momento. ELA INDICA O IMPACTO DE ALGUM FATO QUE O OBRIGOU A UMA MUDANÇA RADICAL E O LEVOU A UMA VISÃO TOTALMENTE NOVA DAS COISAS.

Frei Filomeno dos Santos O. Carm.

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Casamento

Questionam-me por que não me casei, se sou uma solteira convicta e coisas do tipo. Para ser sincera as pessoas não perguntam assim diretamente, até porque não dou muita liberdade para invadirem a minha vida. A verdade é que eu tenho me feito essas perguntas.
Não sou uma solteira convicta. Não me casei ainda porque por muito tempo eu não pensava seriamente nisso. Aliás, eu não pensava em nada, era uma avoada. Depois comecei a achar que não era essa a minha vocação, por causa do meu gênio difícil, do meu jeitinho sério e falsamente seguro e independente de ser.
E, sim, perfeição pouca para mim era bobagem. Homem algum estava à altura da minha idealização. Lembremos também o tempo perdido com platonices, eu adorava me apaixonar por tipos que não eram para mim, foi o meio que eu encontrei (inconscientemente) para não me envolver. Eu era um ser em fuga. Quantas vezes eu não ouvi minha mãe dizer "você quer o impossível".
Fugia para não ter de mexer na minha vidinha, não ter de mudar. Era melhor deixar as coisas do meu jeito, tudo sobre o meu controle. Fechei-me muito para a experiência a dois. Eu tinha eu mesma, a minha família, a comunidade, um grupo seleto de amigos, o trabalho, os estudos, os livros. E estava bom pra mim.
Enquanto isso eu ia apenas me divertindo nos braços de alguns homens. Fiz algumas loucurinhas, me permiti até me apaixonar por alguns deles, mas no fundo sabia que não ia dar em nada. Não me queixo deles, todos foram verdadeiros e gentis comigo. Não tenho mágoas dos homens.
De um tempo para cá, porém, algo aconteceu. Sinto vontade de dividir, de compartinlhar, até de ter todos aqueles problemas próprios da vida a dois. Quero me abrir, deixar que me conduzam um pouco, quero descobrir o outro.
Aliás, penso que isso vai além de uma relação homem-mulher. Quero melhorar minha maneira de lidar com o outro, quero estar mais atenta ao outro sem me esquecer de mim.
Estou em fase de aprendizagem, sinto-me como um selvagem descobrindo a civilização, tendo de aprender a linguagem, os sentimentos, um jeito novo de viver. De viver com o outro, de viver a dois.

Domingo, 6 de Julho de 2008

Ira faz bem

 Ira. - O girassol.

Sábado, 5 de Julho de 2008

Flip

Começou no dia 02, quarta-feira, a VI Festa Literária Internacional de Parati.
Ontem eu assisti pelo OI Flip, a mesa 10, com David Sedaris.
Eu não o conhecia nem de nome, demonstrou ter humor e inteligência. Ele veio divulgar o livro Eu falar bonito um dia, que acaba de ser publicado no Brasil. Leram um conto e eu gostei. Não gostei da sua (dele) resposta do que gostaria de fazer aqui no Brasil: ver macacos. Não costumo me importar com esssas coisinhas, mas sei lá, ontem não desceu bem.
Por outro lado, quem manda fazer aquele tipo de pergunta para cada gringo que chega aqui?
Para que querer saber o que os gringos pensam e sabem e gostam do Brasil-brasileiro?
Eles não pensam em nós e quando pensam, pensam mal. Se sabem, sabem pouco, ou só o lado ruim.
E a culpa é deles?
Não!

Então, David, vá ver macacos e aproveita para comer bananas e mais bananas.
Afinal, você está no bananão.

Telefônica: a empresa "veja bem"

Há um comercial do cimento Votoran, veiculado nas rádios, em que uma pessoa que contratou os serviços de construção e não usou o cimento Votoran pergunta como está a obra. A cada "veja bem" que aparece na resposta há um alerta de problemas. No terceiro "veja bem", o conselho dado é "abandone a obra".
Se perguntarmos à Telefônica sobre o serviço que ela tem nos prestado, quantos "veja bem" apareceriam na resposta? Com certeza mais de três, mas o triste é nos vermos reféns do péssimo (e caro) serviço prestado pela Telefônica.
A empresa não se cansa de se superar, é muito competente na sua incompetência, prova disso foi o problema complexo e raro apresentado nesta semana.
Segundo o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, um roteador na cidade de Sorocaba, interior paulista, falhou e deu início à pane que deixou a infra-estrutura de internet da empresa sem funcionar corretamente por 36 horas.
Essa pane no sistema de transmissão de dados da Telefônica afetou usuários de internet em grande parte do Estado de São Paulo, dentre eles grandes empresas privadas e órgãos da administração pública nos âmbitos federal, estadual e municipal. Uma amostra dos orgãos afetados: a Secretaria de Segurança Pública que integra as polícias Civil e Militar, o Detran, o Corpo de Bombeiros, a CET, algumas delegacias e alguns serviços do Poupatempo.
O caso é grave! Não adianta agora vir a cada 15 min. com pedidos de desculpas (e eu que gostava tanto do Paulo Goulart), dizer que vai dar descontinho, que vai continuar investindo.
Quem acredita na Telefônica? Ah, é ridículo e no mínimo irritante!
A Telefônica tem de pagar por tanto transtorno e prejuízo causados desde que aqui chegou. Que as empresas, as pessoas se organizem para processá-la, exijam indenizações por cada serviço mal-prestado. Justiça precisa ser feita!

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

A primeira lição de Ravic

Li o livro Arco do Triunfo há uns dois anos e não mais o abandonei. É o livro que mais grifei e levou-me também a fazer várias anotações num diário. Talvez seja a leitura mais marcante em mim.
No livro há uma cena tão comovente! O encontro final de Ravic e Joan atinge o ápice da beleza, da emoção, da perfeição. Mas não posso revelá-la, seria cruel da minha parte.
Desde que iniciei este espaço, queria trazer algum trecho do livro, mas não conseguia me decidir por qual. Consegui resolver a questão, por hoje, ao escolher um trecho em que há grifos (aqui em azul) do meu irmão mais velho que leu o livro depois. Sei que é dele porque eu usei caneta e ele, lápis; além disso, há algumas anotações dele também.

Perto dele alguns franceses discutiam sobre corrupção do governo e o pacto de Munique. Ravic ouviu sem interesse. Todos sabiam que o mundo estava sendo arrastado apaticamente para uma nova guerra. Ninguém se opunha - adiamento, mais um ano de adiamento! - só por isso estavam dispostos a lutar. Também aqui o adiamento - sempre o adiamento.
Tomou o dubonnet. O cheiro adocicado e abafado do aperitivo encheu-lhe a boca de duma repugnância insossa Por que pedi isso? Fez sinal ao garçom.
- Um fine.
Olhou pela vidraça e sacudiu os pensamentos. Não adianta martirizar-se quando não se pode remediar. Lembrou-se da ocasião em que recebera esse ensinamento. Um dos grandes ensinamentos que a vida lhe havia proporcionado.
Foi em Agosto de 1916, porto de Ipres. No dia anterior a companhia fora retirada da frente de batalha. Tinham sido colocados num setor calmo, nessa primeira missão na zona de combate. Nada havia acontecido. Agora, no sol tépido de Agosto, estavam deitados ao redor duma fogueira, assando batatas que tinham encontrado no campo. Um minuto depois não sobrava mais nada desse quadro. Um súbito ataque de artilharia - uma granada que explodiu no meio do fogo; quando recuperou os sentidos, são e salvo, viu que dois dos seus companheiros estavam mortos - e um pouco adiante seu amigo Paul Messman, que ele conhecia desde quando ambos deram os primeiros passos, que fora seu companheiro de brinquedos e seu colega de escola, seu amigo inseparável - esse estava estendido, com o ventre e o estômago rasgado e as vísceras expostas. (...) Carregaram-no a quatro, e cada um segurando a ponta da lona. Ele estava estendido sobre a lona marrom, com as mãos cravadas nas vísceras brancas, gordurosas e ensanguentadas, a boca aberta e olhos arregalados, sem saber o que se passava.
Morreu duas horas depois. Levou uma delas gritando.
Ravic lembrou-se do que aconteceu depois que voltaram. Ficou sentado na barraca abatido e com o espírito embotado. Era a primeira vez que via uma coisa assim. O cabo Katczinsky, sapateiro de profissão, veio encontrá-lo nessa atitude.
- Venha comigo - disse. - Hoje há cachaça e cerveja na cantina do pessoal da Baviera. Também linguiça.
Olhou-o estupefato, sem compreender tamanha insensibilidade. Katczinsky observou-o por algum tempo. Depois disse:
- Você irá de qualquer maneira. Nem que eu tenha que levá-lo a pontapés. Você vai comer bem e embriagar-se e irá a um bordel.
Não houve resposta, Katczinsky sentou-se perto dele.
- Sei o que está acontecendo. Também sei o que você está pensando a meu respeito. Acontece que estou aqui há dois anos e você há duas semanas. Será que ainda podemos fazer alguma coisa por Messmann? Não podemos. Você não sabe que arriscaríamos tudo se houvesse a menor chance de salvá-lo?
Levantou os olhos. Sabia, sim. Conhecia Katczinsky.
- Muito bem. Está morto. Não podemos fazer mais nada por ele. Mas dentro de dois dias teremos de sair para a frente de batalha. E desta vez a coisa não será tão calma assim. Se você ficar sentado pensando em Messmann, isso acabará se entranhando em você. Arruinara seus nervos e você se tornará inseguro. Pode ser o suficiente para que no primeiro ataque que sofremos lá fora você seja lento demais. Talvez reaja com uma fração de segundo de atraso. Aí teremos de carregá-lo como carregamos Messmann. Quem ganha com isso? Messmann? Qualquer outra pessoa? Também não. Você é derrubado, eis tudo. Compreende?
- Compreendi, mas não posso.
- Cale a boca. Você pode, sim. Outros também puderam. Você não é o primeiro.
Melhorou depois daquela noite. Acompanhou os outros e aprendeu sua primeira lição. Ajude quando puder - faça tudo; mas , quando não puder fazer mais nada, esqueça. Olhe para o outro lado. Aguente firme. A compaixão serve para os tempos tranquilos, mas não nos momentos que a própria vida está em jogo. Enterre os mortos, devore a vida! Você ainda sentirá falta dela. A tristeza é uma coisa, os fatos são outra coisa. Não nos sentiremos menos tristes por reconhecermos e aceitarmos os fatos. Só com essa disposição conseguimos sobreviver.
(...)
Ravic apagou o cigarro. Olhou em torno de si. Para que tudo isso? Há pouco a noite não parecera como uma pomba, uma pomba macia e cinzenta? Enterre os mortos e devore sua vida. O tempo é curto. Sobreviver é tudo. Em alguma ocasião hão de precisar da gente. Para isso devemos conservar-nos ilesos e preparados. Chamou o garçom e pagou.

Arco do Triunfo
Erich Maria Remarque
págs. 95 a 97

Morra de Inveja!

Aqui uma amostra do que está a acariciar os meus tímpanos.

1. Cab Calloway - Jumpin´Jive
2. Big Bad Voodoo Daddy - Jump with my baby

3. Benny Goodman - Sing, Sing, Sing
4. Count Basie - One O´Clock Jump
5. Duke Ellington - Take the -A- train
6. Ella Fitzgerald & Louis Armstrong - They can´t take that away from me

7. Ella Fitzgerald & Louis Armstrong - It had to be you
8. Cherry Poppin´ Daddies - Zoot Suit Riot
9. Frank Sinatra & Count Basie - Come fly with me
10. Frank Sinatra & Count Basie - Where or When
11. Peggy Lee - Fever
12. Louis Armstrong & Duke Ellington - Duke´s Place
13. Louis Prima - Jump, jive an´wail
14. John Lee Hooker - Flip, Flop & Fly

15. Brian Setzer - Stray Cat Strut
16. The Blues Brothers - Sweet home Chicago
17. Ella Fitzgerald & Count Basie - Tea for two

18. Baby, It´s cold outside (não sei quem está a cantar aqui em casa)

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Assim não, Sr. Presidente

Não costumo fazer isto, mas...

Em entrevista à revista VEJA (argh!), o chefe de gabinete do Presidente Lula, Gilberto Carvalho, revela a mentalidade do Pres. Lula. Quero aqui destacar o seguinte ponto:

Veja – É comum o presidente irritar-se quando as coisas ameaçam sair do controle?
Gilberto – A cabeça de Lula é a do peão do ABC. O núcleo da preocupação do presidente é com emprego e salário. Vejo isso todo dia. Assim, se o banqueiro tiver lucro, tudo bem. Ele diz: "Eu prefiro que esses caras tenham lucro do que fazer um Proer para eles depois". Mesmo em relação à reforma agrária, eu não sinto que ele se empenhe tanto quanto por salário e emprego. Nem quanto ao ambiente. Vou ser bem claro aqui: ele acha importante a preservação, mas, entre um cerradinho e a soja, ele é soja. O ambiente é uma questão importante, mas não é decisiva. O que é decisivo é a economia.

O Pres. Lula está equivocado em separar o meio-ambiente da economia. E pensar que preservar não é tão importante assim. Como não? Num país como o nosso que é uma potência ambiental, preservação do meio ambiente e economia devem andar juntos.
Que mentalidade retrógrada é essa, Sr Presidente?
Dentre outras medidas, é preciso escolher projetos que causem um menor impacto possível à natureza. Isso é muito importante, muito mesmo.
O que queremos, sr. Presidente, é um desenvolvimento sustentável.

Quanto ao restante da entrevista, não vale a pena comentar.

Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Lindy hop & west coast swing

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

História comum

Já escrevi por aqui que prefiro o Machado contista ao romancista. Assumo sem me vexar esse desvio de caráter.

...
Tá, tá! Eu sei que os romances do Machado são o supra-sumo da literatura brasileira
...
Mas os contos não perdem em nada, aliás para mim até ganham. São deliciosos, perfeitos
...
Ele faz o mesmo nos contos. Neles, você também encontra a reflexão sobre alguns tipos de comportamento humano. Veja, por exemplo, o conto História Comum. O que há por trás da história do alfinete que sonhava em andar preso aos vestidos das damas bonitas que iam a festas?
...
Ah, você não conhece esse conto?! Então, toma.

Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Profundamente filosófico

Pergunta:
Por que é importante ser sempre você mesmo?


Resposta:

É importante porque se você não for você mesmo, quem vai ser você?

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

O Chamado de São Matheus, por Caravaggio

The Calling of Saint Matthew (1599-1600)
No quadro "Chamado de São Mateus", o futuro apóstolo está numa taverna escura, e rodeado de homens ricos contando dinheiro, quando Cristo ordena: "Siga-me". Um foco de luz diagonal ilumina a expressão aterrada de perplexidade do coletor de impostos.
Fonte: Site Allaboutarts
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"Com efeito, eu não vim chamar justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento." Mt. 9, 13
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Na homília do Domingo, o padre citou este quadro de Caravaggio.
O padre destacou que o nome Matheus significa dom de Deus.
Deus olha o coração do Homem, e no de Matheus viu a sua verdadeira vocação.

Aqui, o quadro em detalhes.